Segunda carta - A Lua vazia.


Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link: http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html


Segunda carta – 08/10/15
Inspirada na Lua Vazia.


Amor,

Você já percebeu que o Sol só nasce quando você me diz “bom dia”? Hoje o dia nasceu cedo. E por falar em Sol, a Lua está vazia, aproveita!
Estou aqui rindo sozinha, imaginando sua cara, enquanto que com sua gentileza habitual, me diz: Nossa amor! Que bom, a lua está vazia! Mas na verdade pensando: Sei lá eu que quer dizer essa coisa de Lua vazia. Você é divertido!
Eu explico. Todo mundo acha que a Lua é a mulher do Sol, mas como astróloga, tenho que informar que esse é um romantismo ilusório criado sobre ela, na verdade, ela é o ego do Sol, só vive porque recebe dele a luz. A Lua estar vazia significa que nesse momento o Sol conseguiu meditar e deixou seu ego em silêncio, então hoje ele consegue gargalhar e nos manda a informação de que podemos nos despreocupar. Entendeu agora? Então, aproveita.
Por falar em despreocupação, me lembrei do dia em que não podia me conter de tanta alegria, e te disse que meu corpo ia explodir por não saber onde colocar essa energia, e você me disse: “faz pão e planta rosas”, e me mandou o poema “Aninha e suas pedras” da Cora Coralina. Eu até que tentei, mas não sou muito dada as manualidades, sou mulher das intelectualidades, então o melhor é transformar o pão em palavras e perfumar minhas cartas com essência de rosas, e para não enlouquecer com tanto palavrório mental vou dançar muito, rodopiar e te esperar sorrindo.
Afinal, não é assim que o mundo vive? Rodopiando?! Seguimos o baile...

Ahhh Amor! A mulher do Sol é Vênus, só pra constar.

Sempre sua,

Eu

Aninha e suas pedras – Cora Coralina

Não te deixes destruir
ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

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