19º Carta - Semeando rosas ao invés de dor



Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:  

http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html


19 º Carta - 27/10/15



Inspirada em um lindo sonho que minha amiga-irmã, Márcia Garcia, teve comigo, e na tentativa de aprendizado de muitos de nós em relação ao abrir mão do controle e confiar na Vida.




Amor,



Hoje acordei com “bode” do mundo virtual, deixei o telefone no modo avião e fui trabalhar sem querer saber do que acontecia nessa dimensão. A hora que resolvi me reconectar, porque o dever chamava, só tinha uma única mensagem me esperando, algo sobrenatural (risos). Essa mensagem era de uma grande amiga, me contando que havia sonhado comigo. No sonho eu tinha muitas feridas pelo corpo, elas eram grosseiras, castanhas, circulares. E trazendo literalmente as palavras deixadas na mensagem: “dessas lesões, em tempo real e com movimento, brotavam rosas, também com certo aspecto queratinizado, mas bonitas, e nós ficávamos estáticas vendo aquilo brotar. Eram vermelhas e roxas.”

O sonho me tocou na alma. Transformar feridas em rosas! Que coisa mais linda!

Ontem mesmo te escrevi sobre me colorir para curar suas dores. Tenho vontade de rodopiar, enquanto, te escrevo essa frase, pois consegui me colorir com rosas, vermelhas e roxas, ahhhh...

Essa simbologia só me mostra o quanto nosso amor é bênção, mas ele precisa de cuidado, de escurinho, de solitude, de tempo para se tornar o seu próprio destino. Claro que minha necessidade de controle me induz a cutucar o destino e pedir que ele me conte o que quer ser, mas implacável, ele só sorri com o canto da boca, e me diz: “Não permita que a saudade vire falta e, então, costume. Me prometa que nunca se “acostumará”, pois eu confesso não ter muita piedade com os que se acostumam, esses tentam me fazer parar e isso não posso permitir. Mas te peço que aprenda a deixar maturar, me permita ser livre para vos fazer brotar, o sonho te contou, então pare de me atormentar”.

Eu entendi a mensagem do destino, eu entendi você!

Vou nos deixar caminhar, e pelo mundo vou semeando rosas ao invés de dor. Essa última frase roubei de uma das canções mais marcantes de minha vida, Orobroy, de David Peña. Te deixo ela de presente.



Amor, você é lindo! Te ofereço minhas flores para que perfumem sua alma...



Sempre sua,



Eu





Letra da música em caló (língua cigana da península Ibérica):



Bus junelo a purí golí e men arate
sos guillabela duquelando palal gres e berrochí,
prejenelo a Undebé sos bué men orchí callí
ta andiar diñelo andoba suetí rujis
pre alangarí



Em português:

Quando escuto a velha voz de meu sangue
que canta e chora recordando passados séculos de horror,
sinto a Deus que perfuma minha alma,
e no mundo vou semeando rosas ao invés de dor.



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