24º Carta - O que você fazia enquanto eu...?

Bem-vindos ao blog e ao convite para ler as cartas de amor inspiradas nas histórias que ouço todos os dias em meus atendimentos astrológicos, nos encontros da vida, e em minhas próprias experiências. Para quem quer saber mais sobre elas, veja o post da primeira carta no link:    
http://ferzanini.blogspot.com.br/2015/10/as-cartas-de-amor.html


24º Carta – 01/11/15

Inspirada na chuvinha fina e numa conversa sobre os misteriosos métodos do destino.


Amor,

Já é novembro, o tempo tem estado apressado, e de novo chegamos ao tão falado domingo, dessa vez resolvi te escrever, não gosto de ser previsível. 
Aqui chove fino, faz frio, me tocam nuances de luzes que vem da janela, me preparo um chá quentinho, olho para o cobertor que me chama, e me levo por um agradável som que me transporta para longe, e logo me ponho a pensar (meu pequeno vício), fico imaginado e me perguntando: O que você estava fazendo enquanto eu nascia? O que você estava experimentando enquanto eu comia o meu primeiro brigadeiro? Onde você estava na minha primeira menstruação? O que aprendia enquanto eu dava minha primeira aula? O que sentiu cada vez que o sexo me chamou? Você gostaria dos meus amigos? Me chamaria sem saber quando estava com febre? Será que nos cruzamos na rua em algum lugar do mundo? Podemos ter pisado ao mesmo tempo numa praia colorida de azul? Rimos do mesmo filme na mesma hora? Gosto de achar que de alguma maneira sabíamos um do outro nesses momentos. Tantas vezes me olhei no espelho tentando achar mais alguém lá dentro dos olhos, sempre pareceu que eu não estava sozinha, talvez fosse você me investigando do outro lado, talvez fosse Deus, isso é mais provável! Mas de uma coisa eu sei, que ouvi você pedindo para que algo novo acontecesse, no mesmo momento em que eu pedia a mesma coisa, acho que consegui ouvir porque o eco foi tão forte que o pedido voltou a mim. Você deve ter ouvido também, mesmo que não queira me contar, por isso demos um jeito de nos achar no centro do improvável. E agora?
Agora é domingo, vem me amar...

Sua sempre (risos),

Eu
 

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